1 Ontem fui ao Pireu com Gláucon, filho de Artíston, a fim de digir minhas preces a Deusa, e ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que faziam.
2 Ora, a procissão de habitantes desta terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feitos preces e contemplado a cerimônia, íamos regressar a cidade.
3 Entretanto, Polemarco, filho de Céfalo, que de longe, observou que estavamos de abalada, mandou o escravo a correr, para nos pedir que esperássemos por ele. Agarrando-me no manto por detrás, o escravo disse: - Polemarco pede-vos que espereis. Eu voltei e perguntei-lhe aonde estava seu senhor? Está Já aí , replicou ; vem mesmo atrás de mim; esperaí. Esperamos concerteza, disse Gláucon.